segunda-feira, março 26, 2012
bonitezas
"- Ah... A Carlinha é uma florzinha que chegou pra perfumar a vida dele e a nossa" Palavras de Janine, unidas aos dedinhos fazendo desenho imaginário de aroma e um olhinho apertado, de família.
quarta-feira, março 14, 2012
A satisfação de um trabalho bem feito
Poucas coisas são tão gratificantes no ramo profissional quanto ter seu trabalho reconhecido. Certo dia recebi um e-mail cheio de carinho, como uma forma de agradecimento por ter proporcionado um momento bonito em família, onde todos se reuniram pra assistir um programa de televisão juntos, onde pedaço da família estava alí,sendo transmitido, cheio de emoção, naquela tarde de domingo. Imagens que nunca foram vistas antes por parte da família!
Se tratava do quadro "Criança ontem, adulto hoje", do programa Tv Piá, exibido pela Tv Brasil aos domingos.
O programa é lindo e eu sinto um orgulho enorme de ter meu nome e minha contribuição em parte dele.
Mais que isso: Um orgulho enorme de ver que ainda existem programas de televisão recheados de educação e cultura e o O Tv Piá é um deles. O programa roda o país - e agora o mundo! - em busca de pautas interessantes. E no programa o repórter é a criança. Adulto não tem vez! Os piás que comandam o programa e são conduzidos a lugares novos, nunca antes visitado, como no quadro "Descobrindo Mundos". Promovem rodas de debate, entrevistas e uma bagunça gostosa que só criança sabe fazer!
Lembro da felicidade que foi levar a garotada da comunidade de Roda de Fogo pra conhecer o Projeto Peixe Boi, em Itamaracá. Eles nunca haviam andado de ônibus de passeio na vida. Nunca haviam feito um passeio coletivo. Nunca haviam, sequer, saído de Roda de Fogo. Foi emoção junto com alegria, e, claro, uma loucura! Afinal, manter uma quantidade enorme de crianças na frente de uma câmera, que pra grande maioria mais parece um bicho esquisito, é trabalho para poucos. Mas é demais! O resultado é sempre incrível.
Vida longa ao Tv Piá e aos bons trabalhos!
Se tratava do quadro "Criança ontem, adulto hoje", do programa Tv Piá, exibido pela Tv Brasil aos domingos.
O programa é lindo e eu sinto um orgulho enorme de ter meu nome e minha contribuição em parte dele.
Mais que isso: Um orgulho enorme de ver que ainda existem programas de televisão recheados de educação e cultura e o O Tv Piá é um deles. O programa roda o país - e agora o mundo! - em busca de pautas interessantes. E no programa o repórter é a criança. Adulto não tem vez! Os piás que comandam o programa e são conduzidos a lugares novos, nunca antes visitado, como no quadro "Descobrindo Mundos". Promovem rodas de debate, entrevistas e uma bagunça gostosa que só criança sabe fazer!
Lembro da felicidade que foi levar a garotada da comunidade de Roda de Fogo pra conhecer o Projeto Peixe Boi, em Itamaracá. Eles nunca haviam andado de ônibus de passeio na vida. Nunca haviam feito um passeio coletivo. Nunca haviam, sequer, saído de Roda de Fogo. Foi emoção junto com alegria, e, claro, uma loucura! Afinal, manter uma quantidade enorme de crianças na frente de uma câmera, que pra grande maioria mais parece um bicho esquisito, é trabalho para poucos. Mas é demais! O resultado é sempre incrível.
Vida longa ao Tv Piá e aos bons trabalhos!
terça-feira, março 13, 2012
Dos não textos!
Hoje eu tinha alguns textos bacanas pra desenvolver e postar aqui, mas o dia acabou sendo corrido, e, junto com a correria, novos assuntos foram tomando conta da minha mente e da minha vontade de compartilhar no meu cantinho: Logo cedo iniciei um texto que intitulava "Rede Globo de Telealienação", após ter visto uma matéria bizarra sobre moda (moda?), paquera e futilidades na academia, mas a temática me encheu tanto de preguiça que não consegui sair da parte de moda. Modelitos pra malhar. Deus, alguém precisa dizer pra essas moças que meião com roupa de academia é horroroso. Pobre da Letícia Spiller que precisou usar isso durante toda uma novela e carrega o fardo de ser a culpada por um mal, bem mal feito! Uó. Ah, alguém também precisa dizer pra Ana Maria Braga que ela já deu!
Enfim, depois, com o decorrer do dia, passei umas fotos do cartão de memória para o computador. Fotos tiradas durante essa semana, em Petrópolis. E, ao ver as fotografias, esbocei um sorriso que me encheu de vontade de escrever sobre o instante em que, do nada, virei tia. Ou melhor: "Tia Carlinha".
Acontece que são 18h36 e eu ainda não fiz a minha mala.
Isso mesmo! Minha mala!!!
Parece até brincadeira, mas, a partir de quinta-feira, está aberta a temporada de dulce de leche, bifes de chorizo e mucho, mucho vinho!
E que venham as férias junto com o presente de aniversário antecipado mais delícia do mundo! Sim, não precisa vir em caixa, isso pra mim é mais que um presente!
E os dias vão seguindo com a dor e a leveza do ser e de ser. Pra nós dois e para todos nós!
Saúde!
segunda-feira, março 12, 2012
'Doce, que seja doce que seja doce que seja doce...'
Adoro um doce! Poderia arriscar que sou especialista. Mais que isso, se eu tivesse estudado química, decerto trabalharia com a química dos alimentos - doces, claro! E com a degustação e formação do mesmo. Mas de química eu não entendo nada, nunca entendi. A tabela periódica e seus comparsas sempre foram o terror da babilônia pra mim e pra meu ensino médio. Mas dos doces entendo cada gostinho e combinação: Quem emplaca, quem sai de linha, quem deixa saudades e quem não precisava existir, não fosse o sistema capitalisma e de rotatividade em que vivemos e somos condicionados! "O novo é preciso"! Não é a tôa que as marcas, com o passar dos anos, vão mudando de cor, tipografia, e, algumas vezes, até de nome. Mas aí já é papo pra conversa de identidade das coisas.
O chocolate Lolo se transformou em milkbar. O chocolate surpresa e suas cartas de dinossauro juntamente com o chocolate da Turma da Mônica existiram tempo suficiente para deixarem saudades. O mesmo pode-se falar das balas soft, do pirulito dipn link e do língua azul. Lembro como hoje aquele gostinho azul de língua estirada. Não posso esquecer dos chicletes: do azedinho, do mini chicletes no saquinho do bocão e chicletes em caixa grande e colorida.
Desde essa época eu já olhava pra cada um e determinava o valor que teriam. Para os orfãos dos chicletes estintos, as empresas doceiras procuraram tampar o buraco com uma nova versão de azedinho, mantiveram as caixinhas pequenas do Chicletes e ontem soube por uma fonte segura: por uma criança, óbvio, que o mini chicletes do saquinho ainda existe, com bocão e tudo. Como boa conhecedora de doces que sou, expliquei que é uma reinvenção, o original ficou pra trás junto com os meus sete anos.
Xaxá saiu de linha e o sete belo bombou. Dia desses reencontrei, como quem não quer nada, com o xaxá e senti uma alegria incomensurável. Comprei um (vários) de cada sabor: morango, banana,framboesa e abacaxi e dei prioridade em comer primeiro o de banana, que era meu preferido. O gosto não mudou e com certeza meu sorriso também não. O sabor maçã verde ficou fora dessa nova versão modernizada (uma pena), mas mantiveram o desenho do gatinho na embalagem que abria de um lado só, girando.
Ah, vale salientar que o freshen up azul saiu de linha me deixando orfã e que o trindent não carecia de fazer essa nova versão recheada. Acredito que banzé teve uma vida útil suficiente pra tentar tampar o buraco do xáxá e que a nova versão da bala de canela não se compara com a antiga, onde a cobertura era vermelha bem escura e a parte de dentro cor de caramelo, e se raspasse com o dente saía um pózinho divino. Ardia bastante! E não essa bala uniforme e rosa. Gostosa, porém, sem o mínimo de charme. A bala de mel com embalagem amarela e vermelha também não adoça a minha vida desde a ápoca em que meu avô trazia várias do Crato.
Não me agrada a estinção das balas clássicas e o processo de rotatividade, pois poucas foram as boas novidades, mas elas existem: Morro de medo que o concorrente do Tic Tac, o Certs de menta, simplesmente suma do mapa, ou melhor, das prateleiras. Por vezes penso em comprar várias caixas, só pra garantir. O novo Chiclets de caixinha com embalagem preta e o outro com embalagem branca também muito me agradam, mas ambos me remetem a antigos gostos: um tem gosto daquela areiazinha doce que explodia na boca e o outro tem gosto de um chiclete bem caro em forma de pasta de dente que eu só comia dos outros. Era shopping demais pra minha realidade campestre, onde eu mesma confeccionava meus chicletes com o leite do saputí e açúcar. Por sinal, ficava péssimo.
Enquanto escrevo, minha cabeça segue distante, relembrando cores e instantes salivantes. Sempre foi tudo muito doce. Meus triglicerídios que não curtem tanto, e, segundo meu namorado, só não fica no meu pé porque se tem uma coisa que não tenho tendência, é em engordar. Faço parte da minoria das mulheres que a palavra ou pensamento "gordinha" não faz parte da minha vida, mesmo porque isso não acontece, permaneço com meus 50 quilos distribuidos em 1,60m faz alguns anos. Que bom!
É óbvio que isso não é a tôa. Seria esquisito uma pessoa se manter dessa maneira e saudável com tantos doces, apenas por ter um metabolismo mega acelerado. A verdade é que acho que já nasci chupando uma laranja e comendo uma salada. A minha alimentação sempre foi mega regrada e posso lembrar do dia em que tomei o primeiro refrigerante, de tão grandinha que já era. A alimentação sempre foi muito rigorosa, bem como toda a educação: militar. Literalmente militar. Doce não entrava em casa, salvo em festinhas de aniversário. Biscoito recheado? nem pensar. No máximo maizena ou maria e tudo isso atrelado a uma vida inteira de atletismo. Com certeza preciso agradecer a isso, caso contrário, eu tava ferrada a partir do instante em que fui apresentada ao primeiro chiclete, possivelmente o bubaloo de banana.
Por motivo de promessa, precisarei ficar 1 mês afastada dessas delícias. Estou no sétimo dia e acredito que me saindo bem. Nunca passei tanto tempo sem enrolar uma bala halls em um chiclete e depois estraçalhar o combinado.
No dia 6 de abril, volto a fazer as pazes com os doces, e, de preferência, de maneira mais equilibrada, como estou procurando fazer com tudo na vida!
sexta-feira, março 09, 2012
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Amores incontáveis
Na vida, aprendemos a amar quem nos dá amor. Por sorte e muita felicidade, fazemos parte da categoria de gente que tem amor aos quilos, para dar e receber. Desde muito pequeno fosses acostumado a ter uma mão gigante onde se apoiar, passear e escalar montanhas, no sentido literal da palavra e no conotativo. De um lado, uma mão com muitas instruções, do outro, um ouvido atento, sempre. Em ambos os lados, uma mão no coração, acalanto. Não frio ou tempo que atrapalhasse esse vínculo entre o instruir e o ouvir. Ouvir é pouco: assimilar e aprender, levar para a vida. E é desse amor que estou falando, do amor de tijolos e cimento forte. Sem chuva, sem nada. Nada detrói, apenas constrói e muda, como todo amor, mas, como todo amor, é amor sempre.
Amor de mão no coração.
De brincadeiras, de coisa série, de estudo e muita dedicação. De entrevistas, de sonhos, de histórias, infinitas histórias e de orgulho. Um orgulho de mão fechada batendo no peito em reverência. Um orgulho que é tatuado dentro dos olhos que dizem não enxergar tão bem, ora que tolice, são nesses olhos que nós, qualquer um de nós, enxergamos sem dificuldade um coração que cabe um monte de gente, palavras, livros, autógrafos, pesos e medidas. Um olhar para o infinito. Infinitamente preenchido de todas as coisas que a vida deu. E nos teus, tatuagem também, em cada lágrima, em cada instante.
Reciprocidade, é disso que estou falando! E quando é assim, em determinados momentos da vida, onde o tempo passa e os anos fortificam ainda mais esses tijolos, somos pegos, algumas vezes, por situações onde, ao invés da mão no coração, nos vemos cru, em pele e osso, com o coração na mão. Apertado. E só ficamos assim por sabermos que esse negócio de coração na mão é menos protegido e seguro do que a mão no coração que somos acostumados. E ficamos por querer que essa ordem se inverta, e juntamente com essa vontade, nos pegamos fazendo promessas e pensamentos que indicam que se essa ordem se inverter o quanto antes, demonstraremos ainda mais e mais a mão no coração que temos pela pessoa. Os carinhos e palavras que economizamos no decorrer da montanha. Mas no fundo, lá no fundo, sabemos que não economizamos coisa nenhuma. Que cada ato, cada dia e cada história, que de tão boas, são atemporais e contadas por gerações, são provas mais que suficientes e justas de que não economizamos coisa nenhuma quando o assunto foi e é amor. Mas que sim, sempre podemos dar mais e mais. Amor bem dado e verdadeiro não sufoca e nem cansa.
Amor é coisa de gente sábia e gente sábia sabe como equacionar as doses.
Amor sempre e munido ao pensamento positivo: essa é a nossa cura!
Amor de mão no coração.
De brincadeiras, de coisa série, de estudo e muita dedicação. De entrevistas, de sonhos, de histórias, infinitas histórias e de orgulho. Um orgulho de mão fechada batendo no peito em reverência. Um orgulho que é tatuado dentro dos olhos que dizem não enxergar tão bem, ora que tolice, são nesses olhos que nós, qualquer um de nós, enxergamos sem dificuldade um coração que cabe um monte de gente, palavras, livros, autógrafos, pesos e medidas. Um olhar para o infinito. Infinitamente preenchido de todas as coisas que a vida deu. E nos teus, tatuagem também, em cada lágrima, em cada instante.
Reciprocidade, é disso que estou falando! E quando é assim, em determinados momentos da vida, onde o tempo passa e os anos fortificam ainda mais esses tijolos, somos pegos, algumas vezes, por situações onde, ao invés da mão no coração, nos vemos cru, em pele e osso, com o coração na mão. Apertado. E só ficamos assim por sabermos que esse negócio de coração na mão é menos protegido e seguro do que a mão no coração que somos acostumados. E ficamos por querer que essa ordem se inverta, e juntamente com essa vontade, nos pegamos fazendo promessas e pensamentos que indicam que se essa ordem se inverter o quanto antes, demonstraremos ainda mais e mais a mão no coração que temos pela pessoa. Os carinhos e palavras que economizamos no decorrer da montanha. Mas no fundo, lá no fundo, sabemos que não economizamos coisa nenhuma. Que cada ato, cada dia e cada história, que de tão boas, são atemporais e contadas por gerações, são provas mais que suficientes e justas de que não economizamos coisa nenhuma quando o assunto foi e é amor. Mas que sim, sempre podemos dar mais e mais. Amor bem dado e verdadeiro não sufoca e nem cansa.
Amor é coisa de gente sábia e gente sábia sabe como equacionar as doses.
Amor sempre e munido ao pensamento positivo: essa é a nossa cura!
sobre astros e setas, ou sobre partes de um todo
A mulher do meu pai faz aniversário no dia do aniversário da mãe do meu namorado;
Meu namorado faz aniversário no mesmo dia que meu pai;
O filho mais novo do meu pai faz aniversario no dia do pai da minha mãe;
A minha mãe faz aniversário no mesmo dia que o seu filho;
Minha irmã mais nova - por parte de pai - faz aniversário um dia antes do meu irmão mais velho por parte de mãe.
A vida faz dessas coisas!
Meu namorado faz aniversário no mesmo dia que meu pai;
O filho mais novo do meu pai faz aniversario no dia do pai da minha mãe;
A minha mãe faz aniversário no mesmo dia que o seu filho;
Minha irmã mais nova - por parte de pai - faz aniversário um dia antes do meu irmão mais velho por parte de mãe.
A vida faz dessas coisas!
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
Picasa
Pois é! Finalmente criei vergonha na cara e migrei para o Picasa. Ter perdido a senha do meu flickr, juntamente com o fato de que só poderia colocar mais umas 20 fotos, caso eu ainda tivesse a senha, me impulsionou a mudar - para melhor - claro. O Picasa, além de beeem mais profissional, cabe mais fotografia, além de já vir com programa de edição de imagem bacaninha e ter a opção de fazer um back up das fotografias do computador diretamente para a web. Também tem um lance legal com relação aos álbuns: posso criar albuns privados (que apenas eu posso olhar), albuns públicos e álbuns que só quem eu passar o link, pode ver. Uma beleza!
Confesso que gostaria de abrir o Picasa com umas fotografias de trabalho, algo mais profissional bem como a idéia do mesmo, mas ainda não tive tempo de tratar as fotos de shows e afins... E como ainda estou tomada pela magia do carnaval, nada mais justo que dar o pontapé inicial com as fotos da festa de carne! Enquanto não crio os outros álbuns, deixo este do carnaval ( que é pessoal) como público!
Um pouco de cor, um pouco de dedicação e muitos, muitos clicks!
Vida longa ao meu Picasa!
https://picasaweb.google.com/114875808782744849317/Carnavale
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Orgulho é isso!
Por um motivo justíssimo, no último segundo do segundo tempo, não foi possível passar o carnaval na terra dos bravos guerreiros!
Mas, como mostra essa fotografia e os 24 comentários, 2 compartilhamentos e 52 duas curtidas em poucas horas:
Você pode até não estar em PERNAMBUCO, mas PERNAMBUCO SEMPRE vai estar em você!
Fotografia tirada por Igor, no Domingo de Carnaval, após o bloco do Boi tatá e Boi Tolo, por sinal, um dia lindo de viver, até frevo tocou e eu, claro, me amostrei até o chico vir de baixo!
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
'Belezas são coisas acesas por dentro...'
-E você quer ficar bonita para quem?
- E precisa ser para alguém, é? Para mim, para ME sentir bem.
Essas duas frases são corriqueiras quando o assunto é beleza. Alguém que se preocupa em saber para qual função é aquela beleza, dedicação ao físico, acessórios e firulas. E alguém que se sente segura o bastante para afirmar que "me arrumo para mim e não para os outros".
Vou fazer uma breve análise a respeito usando a idéia da pirâmide invertida, mas, diferente do jornalismo, não vou sair enumerando os fatos mais importantes até chegar nos mais supérfulos, pelo contrário. Vou apenas aproveitar a idéia de maior até o menor. Das várias possibilidades até a única possibilidade:
Nos arrumamos para nos sentirmos bem, e, convenhamos, para o nosso namorado, para arranjar um namorado, para as nossas amigas ou para as invejosas de plantão. Se não temos namorado, nos arrumamos para todas as opções acima, exceto para o namorado. Se todas as amigas se mudam de país juntamente com os pretendentes, nos arrumamos então para nos sentirmos bem e para as invejosas de plantão. Se todas as invejosas de plantão adormecerem, nos arrumamos então para nos sentirmos bem e para o restante do mundo que sobrou, pois, provavelmente, esse restante de mundo passará a ser nosso futuro mundo que perdemos com todas essas suposições citadas. E, se o restante do mundo todo, todinho, evaporar, sem sobrar uma pessoa que seja para contar história a não ser eu ou, no caso, você que lê esse texto, então, nos arrumaremos apenas para nos sentirmos bem?
Duvido que eu colocaria um rimelzinho que fosse para passar na padaria e me auto-servir no balcão para depois comer sozinha esse pão.
E viva a hipocresia feminina!
- E precisa ser para alguém, é? Para mim, para ME sentir bem.
Essas duas frases são corriqueiras quando o assunto é beleza. Alguém que se preocupa em saber para qual função é aquela beleza, dedicação ao físico, acessórios e firulas. E alguém que se sente segura o bastante para afirmar que "me arrumo para mim e não para os outros".
Vou fazer uma breve análise a respeito usando a idéia da pirâmide invertida, mas, diferente do jornalismo, não vou sair enumerando os fatos mais importantes até chegar nos mais supérfulos, pelo contrário. Vou apenas aproveitar a idéia de maior até o menor. Das várias possibilidades até a única possibilidade:
Nos arrumamos para nos sentirmos bem, e, convenhamos, para o nosso namorado, para arranjar um namorado, para as nossas amigas ou para as invejosas de plantão. Se não temos namorado, nos arrumamos para todas as opções acima, exceto para o namorado. Se todas as amigas se mudam de país juntamente com os pretendentes, nos arrumamos então para nos sentirmos bem e para as invejosas de plantão. Se todas as invejosas de plantão adormecerem, nos arrumamos então para nos sentirmos bem e para o restante do mundo que sobrou, pois, provavelmente, esse restante de mundo passará a ser nosso futuro mundo que perdemos com todas essas suposições citadas. E, se o restante do mundo todo, todinho, evaporar, sem sobrar uma pessoa que seja para contar história a não ser eu ou, no caso, você que lê esse texto, então, nos arrumaremos apenas para nos sentirmos bem?
Duvido que eu colocaria um rimelzinho que fosse para passar na padaria e me auto-servir no balcão para depois comer sozinha esse pão.
E viva a hipocresia feminina!
... já a felicidade é uma questão de escolha absolutamente pessoal, não se busca no outro!
O outro, com a sua parte também feliz, é que chega para somar!
terça-feira, fevereiro 14, 2012
pinceladas na minha memória!
Por esses dias - muito provavelmente em um instante de sono profundo no qual meu namorado, como de costume, insistiu em ficar conversando asneira comigo, falei que gostaria de pincelar o pé dele com o pincel que fizemos as pinturas nas camisas. É sempre assim: estou quase dormindo, ele puxa papo. Eu embarco no papo e dou todas as opiniões que o assunto permite - e até que não permite- e, no outro dia, ao ser indagada se lembro de tal conversa, a resposta é sempre óbvia: NÃO! E, conforme ele vai falando o assunto, eu vou recordando, aos poucos.
A verdade é que confesso, sim, confesso que só lembrei de ter falado isso de pincelar o pé agora, nesse mesmo minuto, quando chegou no meu e-mail esse convite abaixo:
Tou rindo até agora, e, claro, o convite foi aceito!
A verdade é que confesso, sim, confesso que só lembrei de ter falado isso de pincelar o pé agora, nesse mesmo minuto, quando chegou no meu e-mail esse convite abaixo:
Tou rindo até agora, e, claro, o convite foi aceito!
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
A Linda e a Maravilhosa
| Domingão de sol no Rio de janeiro |
Morar em cidade praiana é sinônimo de felicidade. Eu sou da cultura da praia, do sol, do bronze, do mar, da cerveja gelada, do samba e da água de côco. Em Recife eu posso encrementar o menu com camarão fresco, ostra, caldinho, queijo coalho e mais uma infinidade de comidinhas.
É com uma alegria maior que a quantidade de guarda-sol dessa foto que eu falo que sou mais do que privilegiada em ter Pernambuco como terra nativa e Rio de Janeiro como atual residência e terrinha do coração. Duas cidades de praia, duas cidades de luz. Duas cidades lindas de viver! É como costumo falar: Deus começou a pintar o Brasil. Começou pelas regiões frias, depois passou para as secas demais. Desenhando, com calma. Quando chegou a vez do Rio de Janeiro, ele virou para o pincel e pra aquarela e disse: "agora eu vou é tirar onda!"
Dito e feito!
ô sorte!!!
sábado, fevereiro 11, 2012
friday night
| preparativos, ontem, para a roupa do Eu Acho é Pouco. Igor se garantiu na dele! |
Vinhozinho, queijo delícia, tintas, pincéis, tesoura, música boa, criatividade e amor.
Daqui a uma semana, a essa hora, estaremos respirando os ares pernambucanos (e a catinga de xixi que ronda as ruas, embriagando os cidadãos :D)
Isso é carnaval, eu quero é chuva, suor e cerveja!
ê felicidade!!!
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
Molhado de Suor
O molhado de Suor é o primeiro album solo do Alceu Valença, gravado em 1974 e nada tem a ver com o frevo maluco beleza que corre pelas ladeiras de Olinda e no sangue fervoroso de um passista. O Molhado de Suor é uma danação, uma mistura de coisas que tem um resultado incrível, sentimento puro. Se hoje em dia é comum esbarrar com músicas e bandas no estilo "vários estilos" "free style" nessa época não era assim. Ele mistura guitarra elétrica com bandolim. Rock'n'roll com regional. Batidas fortes, mas com uma sensibilidade monstra.
As melodias foram feitas em total harmonia com as letras e ainda conta com a participação de Geraldo Azevedo e do Lula Côrtes. Quando escutei pela primeira vez o disco, tive a sensação de já saber de cor as canções, a comunhão da letra com a melodia. E eu senti uma vontade enorme de chorar, como sinto todas as vezes que volto a ouvir o disco que originou o apelido de borboleta, que nomeia a assinatura desse blog. Mas isso tudo não foi a toa, minha relação com esse disco vai além de um link na internet pra baixar músicas, mesmo porque o tenho em CD.
Certo dia estava entre amigos queridos em um botequinho minusculo que tem em Olinda, mais especificamente nos Quatro Cantos. Era no Cantinho da Dona Darcy, famosa pelo seu mau humor enciclopédico e pelos quiches e cerveja gelada na calçada, sem frescura. Logo alguém saca um violão e começa a tocar músicas variadas e eu, claro, começo a cantar, acompanhando. Os amigos entraram na onda e começaram a cantar também. Uns fazem batuque na mesa, outros na parede, e todos com a batida do coração. Harmonia. Madrugada. Magia. São palavras que podem descrever bem essa noite.
O moço do violão era Tito Livio, um sujeito muito louco e cheio de idéias malucas. Era cabeludo e bom de copo. Também era bom de violão, e, como se não bastasse, era um bom contador de histórias. Mas eram histórias reais, e, para nossa surpresa, histórias incríveis e que de algum modo, mexeu e acrescentou purpurina no sangue artístico de cada um que tava alí. Ele era parceiro de Alceu Valença em tempos remotos. E também compôs músicas que foram regravadas por Zeca Baleiro (desengano) e algumas para Alceu Valença, como Arreio de Prata. Pronto! Decoramos esse nome pra procurar depois.
E eis que ele puxa uma música, e, como ninguém a sua volta conhecia, calamos. E, conforme ele ia tocando e cantando, eu ia me encantando. Fiquei em estado de encatamento com a música, aliás, ficamos. Todos. Parecia que a cidade havia silenciado pra deixar ele cantar e tocar. Quando ele terminou, perguntamos de quem era e ele explicou que essa música tem uma história bacana e que fazia parte do disco "molhado de suor" de Alceu. E a história era a seguinte: Geraldo Azevedo e Alceu fizeram uma aposta, onde os dois fariam uma música com o mesmo nome. Ganharia a aposta quem fizesse mais sucesso com a música. Acho que não preciso falar que Alceu perdeu essa enquanto Geraldo Azevedo bombava com o seu Dia Branco, na voz de Elba Ramalho "nesse dia branco... se branco ele for, esse tanto, esse canto de amor... se você quiser e vier, pro que der e vier, comigo..."
Mas não importava, nada importava. A partir desse instante, Dia Branco se tornou a música mais importante da noite, e, com certeza, de alguns dias após essa noite (na verdade, pra mim, ela continua tendo um valor especial. Sempre que escuto, penso que é uma das minhas músicas. E com o carnaval se aproximando, a vontade de se fantasiar novamente de "doida das lantejoulas" só aumenta.)
Ouvimos o disco e percebemos que ele era uma descoberta, sem dúvidas, "O melhor disco de Alceu" .
Abaixo, a música "Dia Branco" que não ganhou aposta alguma, mas, em compensação, ganhou uma legião de fãs na noite quente de Olinda!
Salve!
8
8 meses, no dia 8, só não deu pra ser as oito horas porque uma fã de plantão (do meu blog, claro), possivelmente tem um alarme para todo dia 8.
Mas, os horários vem e vão o tempo todo, o que fica é o amor e o respeito. Todo o resto é bobagem!
Obrigada pelo livro lindo, e, de nada pela minha paciência de monge. Não precisa repetir que se fosse o contrário você não ia aguentar, eu sei. E é por isso o equilíbrio.
Te amo.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
cedinho
De manhã cedo, meu coração se abre para a poesia, para o desejo no peito de escrever, latente. Poderia ser um horário preguiçoso demais para esse tipo de sentimento, mas talvez seja justamente por isso que ele exista: estou limpa. Estou, ainda e por pouco tempo, livre das manifestações mundanas. Os dedinhos do pé ainda com preguiça, tornozelo tá vagaroso, as mãos quase não seguram, apenas acarinham na esperança de que seja domingo, mesmo estando em plena quarta-feira. O coração ainda macio sem os desaforos e o calor do dia. munido de pouca fumaça, pouco barulho, poucos carros. sem grandes interferências, caminho quase que sem rumo, mesmo sabendo para onde vou. quem vou encontrar. O que vou resolver.
Os cheiros começam lentamente a se fazer presente junto com todas as outras coisas que nos fazem lembrar o quão humanos somos. E as vontades, antes involuntárias, passam a ter nomes, marcas e horários: O esmalte "xaréu" da impala, o tênis pra trocar da loja ao lado, telefonemas, onde irei almoçar, os pombos do largo do machado, as palavras lidas através da luz de um monitor. As notícias, a luz branca. As trocas infinitas de informação, os megas, bits e gigas que engolimos naturalmente na nossa luta diária. Os clicks, os tiques. o tic e tac do relógio que agora é digital e sempre me olha quando são 11:11h
E então o dia começa a se materializar, a ficar denso e com formato de horas. Os olhos começam a enxergar o óbvio, e a poesia, entranhada, se esconde com vergonha. Por que parece pequena, invisível e incoerente perante aquele mundaréu de números, pessoas e canetas. Mas ela continua entranhada em mim pelo restante do dia e é esse meu maior sofrimento. Ela me busca e eu pego. Ela senta no meu colo e eu levanto. Ela caí e eu lamento. Ela volta e eu não tenho tempo. E Quando arrumo tempo, ela me escapa. E permanecemos na malemolência, no molejo, até o ínterim do encontro inevitável. Fazemos então as pazes, e aqui estamos, eu e ela - a palavra - de mãos dadas para a poesia.
terça-feira, fevereiro 07, 2012
lar doce lar
Decorar a casa e decorar a alma, umas das coisas mais gostosas de se fazer! E a casa do Igor foi um alvo fácil: era impossível encontrar um cantinho mais sem graça que aquele, ou, como me falou Michele (sua irmã), um dia desses: nada como uma mulher pra dar um jeito nessas coisas práticas e que envolvem um tanto a mais de paciência que homem, normalmente, não tem sozinho.
Então, mãos a obra!!!
Na foto acima, parte do barzinho montado com amor e stellinhas, claro! No detalhe da foto, a caixa de madeira para bebida, cada detalhezinho foi pintado a mão por um artista plástico de Olinda. Os casarios coloridos fazem referência ao sítio histórico. Mais a frente, as rolhas identificadas: a cada novo vinho, sua especificação de data e local são feitas na própria rolha, como nota para o futuro. E o objetivo é encher o vidro! (ohhh sacrifício!)
Além de decorar o barzinho, é uma delícia poder relembrar os momentos, lá na frente, com direito a textura e aroma.
| cores de almodovar |
Colorir, colorir, colorir. Dar charme e cor na casa sem perder a identidade, pelo contrário: encher de personalidade e do tom de cada um, esse é o desafio para transformar o preto e branco em harmonia.
Banheiro também merece uma atenção especial, já que costuma ser o ambiente mais sem gracinha da casa. Eu acho super importante um pouco de beleza onde fazemos nosso número 2 em paz. Custa colocar um mimo? as vezes basta um detalhe e já dá uma leveza no local.
Idéias, muuuitas idéias. Listas. Mais idéias. Executar. Transformar. Plantas! Essa casa precisa de planta. Toda casa precisa de planta, precisa de vida.
Foi impossível pensar sobre a sala sem levar em conta a iluminação! Iluminação é tudo em um anbiente e não foi a toa que fiz um curso específico a respeito, então, nada mais justo que colocar na prática: luminária, já! Uma luminária alta e delicada na sala, dá todo um charme, e, luzes brancas,por favor, só para o escritório. Já existem lâmpadas de baixo consumo com o tom âmbar, para o bem do aconchego do lar! O tapete, além de lindo, serviu pra clarear, pois além do piso ser de madeira, os móveis são escuros demais e com mármore, o que pesa (esse é o próximo passo).
A plantinha ainda falta escolher, pra colocar em um vaso bem lindo no outro canto do sofá. E as paredes ainda estão lisas demais, presa fácil para mim. Varalzinho com fotografias é a opção que está em primeiro lugar. Mas tem parede suficiente para todas as idéias que vierem a surgir. Basta juntar o bom humor, o bom senso e o bom gosto. Tudo flui. E a casinha vem ficando cada dia mais linda e gostosa!
E sobre os detalhes do quarto de casal, esse é segredo de estado! : )
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| a sala mais gostosa |
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Além da Terra, além do Céu
Seu Nelson celebrando os 70. Não pude deixar de registrar!
No trampolim do sem-fim das estrelas,
No rastro dos astros,
Na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
Vamos!
Vamos conjugar
O verbo fundamental essencial,
O verbo transcendente, acima das gramáticas
E do medo e da moeda e da política,
O verbo sempreamar,
O verbo pluriamar,
Razão de ser e de viver.
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
tempo, tempo, mano velho
Respeitar o tempo, dos outros e meu, sempre foi pensamento de ordem e de lei. É batido, é antigo e é verdade: o tempo cura tudo. Abre os caminhos, ilumina uma vista cansada, aponta setas. O tempo transforma, adapta, rapta. E, apesar de tantas vezes querer acelerar algum processo, sei que no fundo, Deus ou o que quer que o valha, não caminha no mesmo ritmo da ansiedade humana e nem da minha.
Por vezes já quis ter acordado e já ter passado um mês: fosse por uma tristeza que estaria mais apagada, fosse por um acontecimento feliz, futuro. Mas, nesse dia de hoje, a minha vontade egoista era de que o tempo pudesse passar bem devagar lá do outro lado, em Recife, mais especificamente apenas para uma pessoa. Uma pessoinha de nada que é tão grande pra mim: minha Sofia. A saudade que sinto por ela é proporcional ao tanto que ela cresce com o passar dos dias. É um absurdo, um desfalque bem dentro do meu peito. Quando escuto sua voz, cada dia mais completa, mais inteira e inteirada. Cada dia mais praticante e consciente da vida. E quanto mais, menos. Quanto mais o tempo passa do lado de lá, menos acompanho essa velocidade toda.
Sentimento de impotência que é administrado através de fotografias, vídeos, voz e imaginação. Muita imaginação. Me pego deitada no sofá imaginando ela fazendo brabeza na sala (umas de suas especialidades). Depois imagino ela comendo sem parar e pedindo mais. A vejo correndo pelo quintal enquanto eu chamo pra dar um abraço (que na verdade é um aperto) e ela fica agoniada ou mandando parar: "paaaaaaaaara caca, paaaaaaara". Ou, para a minha sorte e a do meu pensamento, ela gosta. E fica rindo. E volta a correr e a brincar com o aviãozinho, pedindo pra entrar na piscina. Ou então começa a varrer a área.
E conforme as fotografias chegam na minha caixa de e-mail, mais me assusto com o tamanho de seu cabelo e das pernas tão compridas. Me pego feliz em vê-la tão parecida comigo, cada traço, cada detalhe. E gosto quando meu pai se confunde e a chama de carlinha, mesmo que Jó reclame com ele por conta disso. É família. E família é associação e soma de amor. Amor antigo, amor repentino, amor genuino. Amor. Amor é uma palavra que deveria ter mais letras, pra tentar demonstrar a dimensão. Constitucionalissimamente bem que poderia ser amor. Mas se quer saber? Não teria palavra certa, ela, sequer, precisava existir.
Porque é aqui dentro que tudo fala, que tudo cala e que tudo explora. É aqui dentro que a vejo pra lá e pra cá, na esperança vadia de tocar naquele bracinho moreninho novamente, o quanto antes e com menos espaço de tempo. E com a alegria de saber que apesar de visualizar as notícias e mudanças através de outros meios que não ao vivo, temos um elo que a geografia não estudou o suficiente pra conseguir separar. E que já não importa em que pedacinho de terra a gente more, seremos irmãs, sempre.
Com muito amor e muito abracinho apertado, para a minha Sofia.
| papai babão e Sofia, hoje, no seu primeiro dia de aula |
terça-feira, janeiro 31, 2012
12 de abril
O tempo passa, a gente amadurece e acaba deixando junto com os anos as besteiras que éramos apegados enquanto criança. Isso pra mim faz total sentido em relação a quase tudo, mas, em se tratando de aniversário, eu não cresci um centímetro que seja! Se nunca fui dada a mimos, houve uma excessão quando o assunto era aniversário: "Qual vai ser o tema?" "qual vai ser o dia?" "qual vai ser a hora?" Essas eram preocupações gostosas que chegavam com o final do mês de março. Meus pais sempre foram muito farristas e, se qualquer coisa era motivo para festa, inclusive o fato de estar vivo, não seria diferente com a comemoração de aniversário dos filhos. E eu sempre adorava. Era uma maratona de salgadinhos, docinhos e bolo. Mas se pensam que era só contratar um buffet e pronto, estão muito enganados. Sempre metemos a mão na massa, literalmente, com muita vontade. E era bom demais. Enrolar os brigadeiros, ajudar mamãe a fazer o risóle de camarão mais incrível do mundo e enfeitar a casa! O churrasco ficava por conta do meu pai. Quem conhece e já provou, sabe do que estou falando. Divino! Essa rotina festiva se repetia por todos os anos, quase sempre churrascos. Depois fui crescendo e entrando na onda de festinha a noite e então meus pais adaptavam tudo. Faziam do rebaixo da sala uma pista de dança, e, do mesanino, o espaço do dj. Ah, os djs eram meus irmãos, claro!
| Festa surpresa que fiz para Igor |
Com o tempo isso foi tomando força e uma proporção que era impossivel iniciar o mês de abril sem que começassem os buchichos entre meus amigos sobre o dia 12. O tal dia. O meu dia e também deles, afinal, a diversão era garantida pra todo mundo! Papai e mamãe alugava até kombi pra levar todo mundo direto do colégio, quando caía na sexta-feira!
Algumas vezes era complicado comemorar próximo da data por conta da páscoa, quando calhava de cair bem na semana Santa. Mas sempre dávamos um jeito, nem que o jeito fosse comemorar bem antes ou depois. Passar em branco é que não podia! E, apesar de adorar chocolate, achava um saco quando caía nessa data, pois eu só ganhava ovo de páscoa. Mas, por outro lado, isso passou a ser um indicativo que carrego comigo até hoje. Na verdade, principalmente hoje em dia: Quando começo a ver ovos de páscoa pelos super mercados, lojas de conveniências e lojas americanas, meu coração já começa a acelerar e a me dizer que tá chegando! E foi justamente nisso que não cresci. Mesmo que eu já não faça festas como antigamente (a última festança que dei foi em 2007, 19 anos comemorando em grande estilo sem interrupção), mesmo sem tantas pessoas e até mesmo sem tanta vontade de fazer mega festas, continuo com aquele sentimento gostoso de aniversário. Sentimento de acordar, tomar o banho mais gostoso, me arrumar, sair feliz da vida pelas ruas, ficar chateada por receber tanta ligação telefônica. Ficar chateada no caso de não receber alguma ligação telefônica por saberem que não gosto, ganhar presentes, sair para comer em algum legal, poder reunir as pessoas que quero por perto, enfim, o meu dia. Isso eu continuo carregando com tanto gosto que chego a encher o saco de uns e a deixar outros desesperados. Minha mãe já é acostumada e entra na onda. Igor, coitado, que é novo na parada fica com medo de me decepcionar. Mas já deixei claro e venho por meio deste post, mais uma vez, afirmar que pra mim, o bom do aniversário são essas atenções. Esses carinhos. E, principalmente, esse sentimento que sinto dentro de mim, independente do que aconteça por fora. Associo esse dia, aos milhares de dias felizes da minha infância, em aniversário ou não. E isso me basta! Tanto que me bastou por todos esses anos após os 19 e por escolha própria. Um dos aniversários que mais me diverti, por exemplo, foi nos meus 21 anos. Quando marquei com todo mundo em um bar mas acabei indo pra outro mais cedo com dois amigos e perdi a hora de seguir para o marcado. Cheguei no final da minha festa mas os outros amigos estavam se divertindo lá, estávamos todos no mesmo clima de alegria!
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| papai se preparando pra me dar uma tortada! |
Ano passado, Nina, meu pai e meus amigos quiseram relembrar o gostinho nesses encontros e fizeram uma festa surpresa em grande estilo. Foi uma coisa absurda, até hoje me pego pensando a respeito. Já estava morando no Rio de Janeiro e fui passar uma semana em Recife para matar a saudade e pra aproveitar a data do meu aniversário e a passagem que tava baratinha. Caía em uma terça-feira e eu marquei com os amigos em um bar, mesmo sabendo que muitos deles poderiam não ir por conta da chuva torrencial que estava acontecendo na cidade. No dia 12, meu pai me liga falando que queria jantar comigo, em casa, em Aldeia. Aldeia tem uma distância equivalente a um pouco mais que a metade do caminho do Rio para Petropolis, a questão é que ainda tinha a tempestade como agravante. Expliquei para meu pai que havia marcado com uns amigos e perguntei se não poderíamos almoçar. Ele falou que não podia porque tinha que levar as crianças no médico, mas disse que me levaria de volta para a cidade depois do jantar. Não insisti. Família é famlília. Deixei o barzinho em stand by e informei aos meus amigos da possibilidade de abortar a missão.
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| A surpresa |
Estava na casa de Joana esperando por meu pai, quando ela me falou pra me arrumar um pouco e eu insisti que não, que estava indo pra casa, que tava ótimo aquele blusão com short de ficar em casa. Ela insistiu. Falou para eu ir arrumada, pois depois iríamos sair. No último momento acabei ouvindo o conselho dela, que foi comigo para esse tal jantar. (que sorte!!!)
Papai nos buscou, e, no longo caminho para casa, ele recebia uma ou outra ligação no celular. Normal. "hmmm, tá faltando energia,é? que merda. Então o portão eletrônico tá sem funcionar... Quando eu tiver chegando vc abre o portão lá de trás".
"O eletricista chegou aí já? ahan, já estamos chegando aí. Ah, tudo bem, paro na farmácia e compro. É o tempo dele chegar!"
Finalmente chegamos na granja. Breu total. Chuva absurda. Recebo uma ligação e começo a falar, no silêncio da minha casa, que estava com dor de barriga mais cedo e por isso desliguei o tel. E foi nesse instante que as luzes se acenderam e havia na minha frente, além de todos os meus amigos da antiga geração, os da nova. Uma festa linda, mesa de comidas, mesa de bebidas, bolas e a maioria das pessoas já bêbadas, me esperando há horas. Dei um grito muito alto, caí em cima de um isopor e meu celular voou e se espatifou lá longe. Fiquei tremendo por alguns minutos até cair a ficha. Passado o susto e quando eu ja tava me inteirando da festa, meu pai me passa o telefone falando que era meu irmão, ligando do Rio. E eu falo toda desaforada: "quero falar com vc não!!!! passei o dia inteiro mandando mensagem pra vc me dar parabens e só agora tu vem me ligar??? seu fuleiro!!!" enquanto eu reclamava, a voz dele de maneira estranha começou a ficar mais alta e eis que ele corre por trás de mim e me agarra!!! Deus do céu!!! As surpresas não acabavam!!! Meu irmão veio diretamente do Rio e estava escondido na minha casa há 3 dias, pra eu não saber da surpresa. Foi mesmo uma lindeza ver todo mundo alí. Não teve chuva, não teve distância e nem dia de semana que fosse empecílio para os meus estarem ao meu lado nesse dia. Foi bonito demais!
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| alegria, alegria! |
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