quarta-feira, março 22, 2017

Eu fuxico, tu fuxicas, eles e elas fuxicam


Bora parar de fingir que todo mundo aqui é viciado em internet mas só entra pra ler notícias, pedir jobs e compartilhar memes.

sexta-feira, março 17, 2017

Ontem eu aprendi que não existe relacionamento aberto ao pé da letra tal qual eu achava que vivia. Dei uma golada dupla na cerveja, parei de respirar por alguns segundos e arregalei bem os olhos pra não perder nada daquele momento.

O relacionamento é fechado. Com liberdade, sim. Sem reprimir desejos externos, sim. Não tem relação com razões contrárias à isso. É fechado por ter fechamento entre os envolvidos, parceria, amor, tesão e aquelas tantas coisas que só quem vive dia a dia sabe e não importa a mais ninguém. Aberto? Ele não é aberto a opiniões e olhares julgadores de fora. Pra você e ele meterem o bedelho e dizerem como é o jeito certo, como é o jeito errado. Jeitinho é coisa muito particular. 

Ficar com outras pessoas não é o que define o relacionamento dito como aberto que foi escolhido por dois - ou por mais. Monogamia não é apenas o que pauta um relacionamento dito como fechado. Ou seria triste demais, tão raso. Aberto: pode ficar. Fechado: não pode. Preto no branco. 

Esses dias se surpreenderam e acharam que, por terem me visto beijando outro rapaz no meio do carnaval, eu tava em outra, ih, já era! Avaliem: meu relacionamento estaria fadado ao fracasso por conta de uns beijos. E ironicamente foi justo no momento de reencontro em que ele nunca esteve tão conectado e vivo em toda sua existência em pouco mais de um ano. Talvez tenham pensado isso porque sou mulher. Talvez se tivessem visto ele com alguém teriam apenas concluído: é só pegação sem importância, como tantas outras. O machismo nosso de cada dia.

Somos todos mais fundos que essas pequenas convenções sociais e entender isso é seguir adiante avaliando que as escolhas são feitas, os combinados são conversados, a confiança é regada e enquanto o coração tiver gordinho e a cabeça sã, tá tudo bem. É só isso que consigo sentir: tá tudo bem.

Eu gosto quando eu escuto mais do que falo.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Quando um sonho atravessa a realidade e a gente acorda sem saber se matou a saudade ou se ela só aumentou.

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Bagunça

Ano passado meu quarto tava uma bagunça pré-carnaval. Pra te encontrar na Urca,  eu precisava antes arrumar tudo, pois viajaria no outro dia pra Recife. Você me ensinou como fazer isso de maneira ideal: pegue apenas um item e leve ele ao seu local correto. Não pegue vários e vá distribuindo. Precisa ser um por um, até que tudo esteja no lugar. 

-Mas e se tiverem cinco livros espalhados, posso pegar todos de uma vez já que é a mesma prateleira? 
- Não, um por um. A gente precisa dar atenção a cada coisa pra não se perder. 

Segui tua dica. Deu mais trabalho, talvez tenha levado mais tempo que o habitual mas no fim as coisas estavam mais organizadas do que nunca e minha cabeça não ficou confusa durante o processo.

Hoje é pré-carnaval novamente e a bagunça do meu quarto nesse período de fantasias mantém a tradição. Lembrei da tua dica. Peguei um top e fui guardar no armário. Travei na frente da porta e só consegui pensar que essa teoria talvez caiba muito bem pra arrumar as bagunças do lado de dentro. Dando atenção a cada item. Item por item. Um item por vez. Talvez dê mais trabalho, talvez leve mais tempo que o habitual mas no fim as coisas, quem sabe, se organizem e minha cabeça fique menos confusa durante o processo.

A gente aprende com o outro muito mais coisa do que nossa humilde lembrança permite coletar e concluir no imediatismo dos pesos e medidas que temos necessidade de fazer tão logo as coisas acabam de acontecer. 

Hoje foi um top que abriu um pouquinho mais a mente. Amanhã pode ser maior.