quinta-feira, abril 29, 2010

fragmento de um todo

(...) e começa com o ingênuo apoio de uma perna na outra. Para dar continuidade, os braços fazem laço apertado, folgando de vez enquando, trazendo a noção de movimento e presença - eu tou aqui - A luz azul da Tv, sem que ninguém diga, vira programação secundária, mas é nela que a gente se assegura em ter uma razão para estar ali. As vezes usamos de mais coisas: Pipoca, chocolates, líquidos, filmes. Quanto mais coisa, mais o tempo é usado com desculpas. A aflição começa a aparecer junto com o rosto fugindo, fingido por tanta coisa e coisa alguma. Ou pelo rosto fingido, fugindo por tanta... A gente não percebe, mas de fora, pode-se notar a respiração forte percorrendo o pescoço com cheiro bom, dedos descobrindo costas por baixo do pano e o drible dos olhos. Os cabelos longos e emaranhados dificultam o recuo com o ombro e logo o desespero interno: Um correr não concreto.

sexta-feira, abril 23, 2010

sem título


É que tudo é sempre por um triz. Parece estranho, mas por vezes, eu bem que gosto dos nadas...

carla alencar

quinta-feira, abril 22, 2010

Vacina H1N1

O capeta entubado deslizando venenosamente pelo meu braço.

só pra descontrair (Fila do posto de saúde)

Mulher- 'ô moça, onde fica o final da fila?
carlinha (depois de uma breve olhada para o final) - "Err.. no final da fila"
mulher - "É, né? (riso sem graça)

sábado, abril 17, 2010

Impulso e reação

Essa semana, um amigo tava me dando aula sobre impulso e reação. É que eu tenho um pouco de problema em ser pega de surpresa (feliz ou triste) e fico sem saber como reagir. Bom, ele disse que o impulso é inevitável, mas que a reação pós susto pode ser controlada ou feita da forma certa. Eu fiquei sem entender pois se levei um susto, foi por justamennte não ser acostumada com aquilo, então, como fazer? Ele disse que precisa de uma auto-análise, usar os pensamentos de antes de dormir para isso, criando situações e saber como sair delas. Mais produtivo que ficar pensando em paixonites. Eu achei válido... Mas ai ele me pegou sem reação de novo, afinal, não sei qual a forma certa de reagir, aliás, existe fórmula certa? Ele me explicou que segundo alguém que ele estuda (que me escapou da memória agora), com o tempo, até o impulso pode ser controlado.

Pois é, pensando nesses pensamentos, percebi que sou o contrário disso. Consigo controlar o impulso e a reação fica toda doida.

é assim: impulso, de tão louco, fica no zero. E depois reação, reação, reação, reação. Quase sempre com mil falhas.

Acho que ainda preciso de muitas auto análises antes do sono pra aprender essas coisas,né?

sexta-feira, abril 16, 2010

alegria é isso!

Open bar da skol beats e todos estavam trajando branco.

Carlinha- Eita, tá atrás de tu!
T- onde?
carlinha - De branco,po!
T- E tá com uma skol beats na mão,né?
carlinha - ISSO!

hahahahahahahaha

quarta-feira, abril 14, 2010

Quanto mais merchan, menos merchan!

Eu tava aqui pensando: não é novidade que os programas de televisão e os apresentadores tiram a maior parte da renda com os merchandising. Ok, mas tem alguns que exageram! Cardinot, por exemplo, faz em média 15 merchans por programa. Tudo bem que o público dele vai continuar fiel e comprando no super mercado arco-íris de todo jeito, mas há limites. Nem todos tem o prestígio que ele. (nunca pensei que fosse colocar prestígio e cardinot no mesmo texto, mas é isso mesmo! o cidadão tem um prestígio que poucos tem. Já soube de vezes que os bandidos chegaram, chorando, se entregando pra ele (e não pra polícia)). Enfim, isso é pra quem pode,né? Antes que eu mude o titulo do post para Cardinot,voltemos ao foco: O fato é que se o programa tem anunciantes demais, o público começa a mudar de canal e a audiência cai. Dessa forma, com a pouca audiência, os produtos começam a sair do programa.

Então, qual a fórmula?

terça-feira, abril 13, 2010

[...]

(...) na verdade, foi feliz. A gente ficou horas em silêncio, só aproveitando alguma coisa que eu nem sei o nome. Vocês me entendem? Com o perdão de vocês, toda culpa se torna um fardo tão leve, tão leve, de forma que eu possa dizer que foi o melhor aniversário dos últimos anos. Por tudo. Por cada coisa.




'Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato outra — talvez por isso, quem sabe? Mas nenhum se perguntou. Não chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto. Acontece porém que não tinham preparo algum para dar nome às emoções, nem mesmo para tentar entendê-las'. Caio f. Abreu

quinta-feira, abril 08, 2010

Volver

Ontem eu tive a certeza do que realmente significa isso. No último segundo do último minuto, abri um e-mail que nem uso, e lá estava! Palavras juntas, várias delas, querendo me fazer voltar ao banquinho e ao cheiro daquilo tudo, daquela paz e calmaria. Daquela coisa que lembra amor sem ser. Encanto, garganta. Uma semente bem cuidada.

O título do e-mail era "volver".

Pessoas retornam em épocas distintas, outras nem chegam a voltar. Então quando isso acontece, quando é possível se encontrar ao mesmo tempo, fazendo daquele banquinho o nosso telefone: a viagem acontece. Tão natural, tão leve. Que consigo ouvir o barulho da chuva, fininha, lá dentro
(já que fora não chovia).

E isso me fez lembrar saudade. A minha saudade anda diferente. Sempre tive saudade de coisas que não vivi, pior, de coisas que ainda vou viver, dos filhos que ainda nem tenho. Saudade do momento presente.

É assim: Tou vivendo alguma coisa nesse segundo que é tão boa, mas tão boa que já fico com saudade durante. Sempre foi assim, meio melancolia.

Agora mudou um pouco de sentido, virou coisa absurdamente boa. Virou dia a dia, eu sinto necessidade de sentir saudade. E é tanta gente e coisa e hora e tempo que vira um misto. Um misto quente, quentinho e gostoso. Eu não banalizei, apenas transferi de nome. Tou pra inventar uma nova palavra que signifique essa saudade convencional de tudo que fica daquilo que não ficou. Foi a maneira que achei de fazer de uma coisa que nem sempre é boa, feliz. Apenas feliz.

Minha vontade também é de inventar outra palavra para amor, mas ai já é conversa pra outro post!

Bom, por vez, saudade virou sentido, turbina e esperança.


segunda-feira, abril 05, 2010

Pra não perder o tom do afeto em palavra

Então fica combinado assim: Entre tantos combinados, eu sou o responsável por escrever sobre o não falável.

Sobre os entres, entrelinhas.

Os segredos e afins de uma estória que não aconteceu e nem vai.
Não vai para o mundo e nem pra você e nem pra mim.
Em mim, por mim. Talvez.

Tal
vez eu possa vir aqui, quem sabe, falar sobre o peso do teu braço e do teu sorriso.



A força de tua perna
E os olhos bem encaixados sustentando o firme arqueado

Os olhos que.

- É que tem rio fundo nele. Caminhos, ensejo quase vadio de mergulhar olho adentro, afora dos meus. Quase susto em um quase assalto. - que passa.

Eu também vim lembrar sobre os cinco minutos de abraço, o cheiro, a lua, carinho, a pele, respiração e a hora do tchau.

Hora que oscila entre bendita e maledita hora.

Vim falar sob, sub, sobre.

Sobre você.

segunda-feira, março 22, 2010

Urca


De noitinha
paredão
poema
pés balançando
no saculejo da cerveja
da praia
o barquinho
luz,
da vela
mulher morena
que passa
e fica
na Urca
nas casas
as ruas

o amor


Carla Alencar

domingo, março 14, 2010

dream a little dream of me


Essa cidade saudade me causa uma coisa estranha no dia de ir embora. Poema. Parece luto. Choro guardado no peito. Meus olhos ficam diferentes, eu sei que ficam. Abraço todo o Rio de Janeiro em um segundo, para sentir o tudo. Eu não consigo fechar os olhos. Eu não durmo só pra ter a certeza que tou respirando aqui mais uma vez. E o coração faz tum tum. Faz lembrança...

terça-feira, março 09, 2010

Um barril de chopp!



Esse lugar podia ser poeticamente chamado de barril de chopp ou de cerveja ou de brahma. Caramba, você não consegue passar um dia que seja livre dessa bendita!


Temperatura: 26 graus, mas chegou a 39 durante o dia! E eu fiz parte dessa tostação.


Ensolação? Alegria, é esse o nome.


sábado, março 06, 2010

O Rio é isso!


Hoje foi dada a largada! O sol decidiu abrir daquele jeito que é mais mormaço que sol de fato, mas já valeu. A água tava mais fria que o normal , também pudera, depois de dias no frio não podia ser diferente. A tarde fui no Centro, dei aquela velha volta e terminamos no teatro (no esquema do projeto que expliquei no post anterior a esse). Vi uma peça bonita, "O amante do girassol". Na verdade fiz tanta expectativa sobre ela que esperava mais, porém, não impediu que ganhasse o posto de bonita.

O fim da noite já estava chegando quando meu irmão ligou chamando para tomar uns chopps na lagoa. Como boa irmã obidiente, fui!

Definitivamente, o chopp da brahma é o melhor.

Isso é Rio de Janeiro!

Temperatura: 24 graus.

Ps- Como estou sem o cabo da máquina, assim que pegar com meu irmão (acredito que amanhã), eu posto foto para dar mais brilho aqui, mesmo que atrasado!

quinta-feira, março 04, 2010

Star Palco



Aqui no Rio existe uma associação de teatro, a Star Palco. Pagando uma mensalidade de $30, o associado recebe uma revista mensal com as melhores peças em cartaz, tendo direito a entrar de graça e com um acompanhante. Algumas peças tem 50% de desconto mas a grande maioria fica 100%. No final das contas você ganha uma média de R$ 240 reais em ingressos por mês. Bem que Recife podia fazer alguma coisa assim,né?


Hoje eu estreei, junto com mamãe, a revista de março, é tão boa a sensação de chegar na bilheteria e pegar meu ingresso assim, de graça! Assistimos "Sorria, você está sendo roubado", muito bom... me acabei de rir , um elenco de 60 atores e cheio de sacadas interessantes (e olhe que sou chata para comédia).


Bom, enquanto a chuva não passa, vou ao teatro todos os dias, amanhã tem mais! :)


Temperatura: 23 graus, tá melhorando!

quarta-feira, março 03, 2010

Rio 20 graus

Preparei minha mala cheia de shorts e camisetas por conta do calor que minha mãe e os noticiários não paravam de falar. Ela passou o mês de fevereiro contando que a maior diversão eram as filas de banco ou chegar duas horas antes nas consultas médicas para poder curtir o ar-condicionado (ela falou sério).
Quando bem chego, o tempo tá frio e 'com leves pancadas de chuva', parece que é até amanhã e a sorte é que viajei de calça jeans para "qualquer coisa", ainda bem,né?

Mas nada vai impedir o meu bronze do verão, afinal, tenho duas semanas para trazer o sol de volta. Agora é torcer!

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

... e pronto!




'Só serei flor quando tu flores no verão'

terça-feira, janeiro 26, 2010

Sobre danças e palmas







Há dois anos anda acontecendo algo triste com meu entusiasmo para assistir apresentações de dança. Na verdade não é com os instantes que antecede, pré-entusiasmo eu sempre tenho. O problema mora na emoção do momento e nas palmas de verdade, daquelas que a gente faz questão de bater de pé, cheia de felicidade e com um sorriso grudado na bochecha ,e, claro, as lágrimas (embutidas ou desvairadas, não importa).



Houve um marco decisivo para isso. Como se fosse o antes e o depois da queda do muro de Berlim, e,para mim,esse marco foi MOMIX. Um verdadeiro espetáculo que veio para Recife em 2007, e que, graças a Deus, a pirangagem não me deixou desistir. Era coisa de sessenta, setenta reais o ingresso. O investimento mais bem pago. Os personagens eram cenário, iluminação e bailarinos ao mesmo tempo, se transformavam em coisas e cenas inimagináveis. Foi lindo,encantador mesmo.



Antes de momix, qualquer pirueta com uma boa música de fundo arrancava minha atenção de um modo estrondoso. Depois de momix, isso nunca mais aconteceu! E olhe que eu passei por algumas provas de fogo que poderiam me destraumatizar para sempre. Eu estive presente,por exemplo, na estréia do último espetáculo de Deborah Colcker no Theatro municipal do Rio, na condição de aluna do seu grupo ,e, mesmo com tal envolvimento, QUEN. Nada. Nadinha. O maior salto que meu coração deu foi logo na entrada quando notei que, semi-atrasada e sem chances de voltar em casa, eu era a única que estava de jeans e tshirt enquanto todos estavam de longo e empaletados.

É, talvez seja esse o meu medo de entrar em um grupo de danças e me envolver com uma coreografia mediocre e sempre tão igual. Dá a impressão que só pode haver superação em algum espetáculo que seja contemporâneo, onde pode misturar, endoidear e desendoidar para ver se arranca expressões de surpresa do telespectador, mas acontece que essas repaginadas sempre acabam nas mesmas batidas ultrapassadas, esse é o maior inimigo.

Por vez, o que me faz sentir viva são as danças da terra, de pé forte no chão. Que apesar de não passar (ou quase nada) por processos de mutação, sempre causam arrepios, talvez pela tradição.



Anete Alencar

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Absorvente

Entende-se:

vermelho = mentruação
Flor = Orgão genital feminino


(Para Carol, Duda, nosso grupinho e os incontáveis desvairios)


Eu uso em média dois pacotes por ciclo. Considero essa uma quantidade normal, já que tenho amigas que usam três e outras que nem chegam a gastar um pacote inteiro. Mas o fato é que usando um ou três pacotes, essa rotina é um saco. O meu ciclo, por exemplo, segue a lei de murphy: Sempre escolhe quase "vazar" ou vazar mesmo quando estou dormindo. Quando por livre e espontânea vontade acordo as três da manhã para conferir, já com o absorvente novo na mão, parece até que vermelho dormiu enquanto eu dormia e tá tudo limpeza, literalmente.

Eu também passo por alguns problemas, o primeiro de todos é: Coloco o absorvente mais para cima ou para baixo na calcinha? Quando eu tou deitada vermelho desce, se tou em pé, vai mais pra cima. Pra resolver essa questão, por anos usei o absorvente noturno da always mesmo sendo dia, daqueles enormes, que vai de beira a beira. Mas era uma danação, parecia que eu tava de fralda. Com o tempo comecei a pegar abuso do material dele, de plástico. Foi quando decidi que prefiro de algodão, o de plástico é meio nojentinho. Se você aperta, vermelho sobe pelos furinhos. Ai você me pergunta se eu vou ficar brincando de apertar o absorvente e eu te pergunto se quando você senta não dá no mesmo, só que com uma intensidade 50 quilos maior (no meu caso). O de algodão é mais pobrinho mas eu prefiro.


Hoje em dia faço assim: Se é noite, coloco mais para trás e se é dia boto mais para frente, mas as vezes dá em merda, sem ser no sentido literal, claro. O segundo problema é: Quando termino o banho, o que faço pra não melar a toalha? Carol disse que se enxuga toda e deixa flor para o final, que ai bota logo a calcinha e pronto. Eu acho válido, mas o fluxo de Carol não conta, e Carol também não conta muito não, ela veio com uma conversinha que existe um potinho ambiental, que insere em flor no período da menstruação e deixa lá durante todo o ciclo. Quando acabar, você tira o potinho e usa o sangue que tá lá dentro para lavar o rosto por que faz bem (???) ou mistura com água e molha as plantinhas. Duda deu logo um grito de "ECAAA" dizendo que respeito ao meio ambiente tem seus limites enquanto Carol disse que só não usa pelo fato de ser caro e ainda veio com a indagação: "Oche, tu por acaso quando tá no banho não faz xixi no pé não? Faz bem pra frieira, visse? (eu amo carol por isso)" Duda disse que não faz, mas acho que é mentira,todo mundo faz. Mas também não é a mesma coisa lavar o pé com mijo e o rosto com sangue,NÉ? Só para carol.

O Terceiro problema ou dilema é: Qual absorvente usar? É impressionante a variedade que tem no mercado hoje em dia. Se você entra na Americanas, o lado de um corredor inteiro é destinado a eles. Antigamente era modess e sempre livre, acabosse. Hoje em dia tem mais de cinco variedades para cada marca! Tem vezes que eu pego uns três do mesmo fabricante e só consigo achar a diferença entre eles pelo preço e pela cor, já que os três são finos, com aba e sem cheiro. Só que um é rosa, o outro é verde e o outro azul. Um custa 2.00 o outro custa 2.50 e o outro 3.00. Essa variação deve ser pela data de lançamento do produto,né? Só pode!

Pois é, apesar de complexo e as vezes incômodo, conviverei com isso por pelos menos mais 25 anos, e, para as mais desesperadas, quero ver negar a alegria que esse vermelho trás a cada final de mês quando você já estava programando mentalmente o enxoval ou a forma que ia negociar a pensão.

Anete Alencar

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Amarelecer



ver o amarelecer da rosa e das palavras garrafais no caderninho nude.

A.