Quarta-feira, Janeiro 25, 2012

solucion(a)dor

Tem vezes que tá tudo bagunçado, o prazo tá estourado, as idéias espalhadas e eu fico em estado de represa pronta pra explodir. E é quando a gente sonha em ter um solucionador para todos os males, todas as dores. Eu tenho um solucion(a)dor, mas é distante de ser apenas com um estalo de dedos, não! é tudo mais real, e, por isso, mais sentido. Ele tem nome. Tem endereço, um coração, o aconchego e solução para as minhas questões. Como todo mundo, ele tem limite, mas de verdade, ainda não percorri por esses caminhos. Longe de mim querer abusar da master vontade do meu solucionador, mas se fecho os olhos e imagino a vez que ele me disse não, não encontro. Paciência e carinho são duas palavras que fazem dele uma peça chave e de extrema importância em uma vida a dois. E, quando tudo falha, o problema não teve jeito ou o que quer que seja, ele me deixa com a certeza de que, no mal de tudo, temos um ao outro. Como se isso fosse um último caso, um consolo. Enquanto que ter um ao outro já é, por sí, uma solução.

E me pego pensando que queria ser a solucionadora de alguém também. E é quando dou continuidade ao meu pensamento e vejo que já sou. Somos nós, a nossa solução. Cada um no seu modo de ajudar, acalantar e confortar o outro. Você, virando a noite comigo e até abortando seu ping pong só para me acudir com a planilha monstra do excel, ou eu pra acordar regradamente no meio da noite ou de manhã cedo, apenas para te dar um remédio ou um carinho. 

Ou nós dois, quando acordamos ao mesmo tempo com um carinho de pé no pé, de pernas, de corpo e de alma, quando tudo se enrosca, se confunde e fica homogêneo, na meia luz de qualquer noite.
 É assim, bem completo!

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